UMA AÇÃO PARA LÉA GARCIA

20 de novembro | segunda | 20h

Bate-Papo

Leda Maria Martins, Carmen Luz e Renata Tavares

Encenação:
Léa e suas vozes

com Grupo de Jovens Atrizes do Projeto Entre Lugares Maré: Paula Mendonça, Leona Kali , Vanu Rodrigues, Yasmin Rodrigues, Aloha Lago e Bianca Barbosa

Encenação: Renata Tavares
Produção: Vanessa Greff

A performance tratará, sem pretensões, em dar conta de toda a atuação e importância dessa grande Dama do teatro brasileiro, D. Léa Garcia, através de suas falas personificadas em  atrizes negras periféricas contextualizando-as para atualidade.


Léa Lucas Garcia de Aguiar, ou apenas Léa Garcia, foi uma atriz brasileira, conhecida principalmente por seus trabalhos em "Orfeu Negro" e na primeira versão de "A Escrava Isaura", e por sua ampla discussão política-racial sobre o papel do negro na atuação artística nacional.

Com sete décadas de trabalho no cinema, teatro e televisão, Léa Garcia, desde a infância, mostrou interesse pelo universo da criatividade. Ainda jovem, decidiu que iria cursar letras para ser escritora. Mas, ainda jovem, perdeu a mãe e foi morar com a avó, o que a fez percorrer outros caminhos.

Na década de 1950, aos 16 anos, Léa conheceu Abdias do Nascimento, o qual lhe mostrou o mundo do teatro, convidando-a para assistir a "A Herdeira" estrelada pela atriz Bibi Ferreira. Logo em seguida, ele a convidou para integrar a companhia que liderava, o Teatro Experimental Negro. Sua estreia como atriz profissional aconteceu em 1952, na peça "Rapsódia Negra", no Teatro Recreio.

No ano de 1956, Léa expandiu sua carreira no teatro ao integrar a peça "Orfeu da Conceição" de Vinicius de Moraes, no papel de Mira, com estreia no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Um ano depois, Léa concorreu ao prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, com a adaptação da peça de Vinicius de Moraes, no filme "Orfeu Negro", abrindo portas e discussões sobre a presença da população negra na arte nacional.

Sua carreira se expandiu para a televisão brasileira entre as décadas de 1960 e 1970, ao assinar contrato com importantes emissoras, como a antiga TV Tupi, TV Manchete, e depois para a Rede Globo, onde manteve vínculo até seu falecimento em 2023. Marcou presença em muitas novelas como "Os Acorrentados" (1968), "Assim na Terra como no Céu" (1970), "Minha Doce Namorada" (1971), "Meu Primeiro Baile" (1972), "Caso Especial" (1972), "Os Ossos do Barão" (1973), "Fogo Sobre Terra" (1974), "A Moreninha" e "Escrava Isaura" (1976), como Rosa, papel que lhe rendeu reconhecimento nacional e internacional. Em 2000, integra o elenco de populares novelas como "Xica da Silva" (1996), "Anjo Mau" (1997), "O Clone" (2001), "A Lei e o Crime" (2009), "Êta Mundo Bom!" E um de seus últimos trabalhos em "Mister Brau", ao lado de Taís Araújo e Lázaro Ramos.

No cinema, participou de filmes como "Ganga Zumba", "O Maior Amor do Mundo", "Cruz e Sousa, Poeta do Desterro", "Cruz e Sousa - O Poeta do Desterro", "Mulheres do Brasil", "M8 - Quando a Morte Socorre a Vida", entre outros importantes trabalhos.

No ano de 2023, é homenageada com o Troféu Oscarito, no 51° Festival de Gramado, aceito por seu filho.

 

 

INGRESSOS

Ingressos distribuídos 1h antes do início do espetáculo na bilheteria do teatro

Reservas para Amigos do Midrash pelo e-mail secretaria@midrash.org.br